Arqueólogos concluem que o homem já fazia vinho há 8.000 anos


Tbilisi, Geórgia – O homem já fazia vinho há 8.000 anos, segundo concluiu um grupo de arqueólogos após analisar as vasilhas de argila encontradas em um sítio arqueológico perto de Tbilisi, a capital da Geórgia.

Até agora os especialistas acreditavam que o vinho mais antigo datava de 7.000 anos atrás, a idade das cepas encontradas há meio século nas montanhas Zagros no Irã.

Eles encontraram 26 amostras de terra e 30 de fragmentos de cerâmica, pertencentes a vasilhas e recipientes, alguns dos quais podiam ter até um metro de altura e outro tanto de largura.

O vinho fez parte da cultura, dos hábitos sociais, do comércio e da religião nesta região do mundo desde tempos imemoráveis.

Ainda hoje em dia o vinho é preparado de maneira tradicional, primeiro pisando as uvas com os pés descalços numa espécie de banco de madeira, ou “satsjaneli”, o que danifica menos as sementes e evita que o suco azede.

Depois o suco resultante é armazenado em cântaros, ou “kvevri”, sob a terra, já que assim se conserva melhor a temperatura, segundo os especialistas.

A Geórgia recebeu no ano passado 6,4 milhões de turistas, o dobro da sua população e nos primeiros dez meses do ano exportou 61 milhões de garrafas de vinho, 59% a mais que no mesmo período de 2016.

A produção de vinho é tão grande, que cada turista que chega ao país recebe na alfândega, logo depois de mostrar seu passaporte, uma garrafa de vinho como presente.


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